Brevemente de volta!

Depois de muito tempo ausente, felizmente por motivos profissionais e académicos, espero brevemente poder contribuir para a divulgação e dignificação da Educação Social.



Até Breve!



ACÇÃO DE FORMAÇÃO: EDUCAÇÃO PARENTAL

Dias 22, 23, 29 e 30 de Setembro 2010 terá lugar no Centro Social e Paroquial dos Santos Mártires, em Bragança, uma acção de formação dirigida a técnicos de picologia, sociologia, serviço social, educação social, trabalho social, medicina, enfermagem, terapia ocupacional, educação de infância, animação sócio-cultural, pedagogia, ensino e todos os que desenvolvem a sua intervenção junto de famílias.


Objectivos:
- Aumentar o conhecimento dos profissionais acerca de competências necessárias para trabalhar junto de famílias, que por diversos motivos mostrem dificuldades no desempenho das suas funções parentais;
- Sensibilizar os técnicos para a importância da intervenção com as famílias, bem como desenvolver competências técnico-profissionais, na área da formação parental, para intervir junto de famílias e favorecer o desenvolvimento de competências de intervenção, numa óptica de Educação Parental;


Conteúdos Programáticos
1. O conceito de Educação Parental- definição, origem e evolução
2. Educação Parental e outras modalidades de intervenção com famílias
3. Parentalidade e conceito de competências parentais
4. Princípios básicos de Educação Parental
5. Perfil do educador parental
6. Desenvolvimento de projectos de educação parental: construção, implementação e avaliação
7. Projectos de Educação Parental- experiências nacionais e internacionais
8. Discussão de casos práticos

Contacto: braganca@reapn.org

O que tenho feito....

Tenho desempenhado as minhas funções de Educador Social num Lar de Infância e Juventude algures por aí...Trabalho fascinante e um desafio permanente:)
Noutras áreas tenho estado a dar formação em cursos EFA, trabalho igualmente desafiador... e, em jeito de desabafo: Educadores Sociais precisam-se!! Não é o que estão a pensar...
Estive também por uma escola secundária a leccionar num curso profissional...
E a actividade académica continua..."É por isso que se mandam as crianças à escola: não tanto para que aprendam alguma coisa, mas para que se habituem a estar calmas e sentadas e a cumprir escrupulosamente o que se lhes ordena, de modo que depois não pensem mesmo que têm de pôr em prática as suas idéias." Kant, Filósofo Alemão

ESE-Bragança

Mestrado em Educação Social

Objectivos:

Este Mestrado permitirá a reconversão profissional e o aumento de qualificação de técnicos, em áreas afins, já colocados no terreno.

Tendo como objectivo dar continuidade à formação especializada de técnicos superiores em Educação Social, o Mestrado vem facultar o aprofundamento de conhecimentos nas diversas áreas da intervenção sócio-comunitária, ao mesmo tempo que dotará os participantes de competências profissionais mais qualificadas para actuarem em diferentes esferas do apoio sócio-educativo.

Coordenação:
Mestre Ana Paula Sismeiro (2008/09)

Horário: Informação não disponível no site da escola ( No ano lectivo 2008/09 o horário prolonga-se das 8h30 ás 00h00 à sexta e das 9h30 às 23h00 ao sábado, tendo no período de inscrições sido divulgada a informação de que o horário seria pós-laboral...)

Plano de estudos
Consultar: http://www.ese.ipb.pt/

Despacho: Informação não disponível no site da escola

Fonte: http://www.ese.ipb.pt/
01/07/09

Universidade Portucalense

Mestrado em Ciências da Educação – especialização em Educação Social

Objectivos
O curso de Mestrado em Ciências da
Educação – especialização em Educação
Social integra-se no projecto de
formação que proporciona nas áreas de
intervenção social uma formação
especializada e activa. Este mestrado
pretende fazer face às necessidades das
sociedades actuais, contribuir para o
aprofundamento das competências
profissionais e participar nas novas
tendências teóricas e metodológicas
aplicadas ao campo das acções sociais.
Tem como principais objectivos:
• Promover um espaço de reflexão e
investigação centrado na
acção-intervenção educativa e social
a partir de uma perspectiva
integradora de diferentes
metodologias, disciplinas, temáticas e
intervenientes;
• Contribuir para o aprofundamento
das competências profissionais
através da participação nas novas
tendências teóricas;
• Aprofundar o conhecimento e análise
da complexidade das problemáticas
emergentes no domínio da Educação
Social

Coordenação
Prof. Doutora Ana Sílvia Albuquerque

Horário do curso
Sextas: 18h às 22h30
Sábados: 9h às 13h

Despacho nº 13205/2006. Registo de Adequação n.º 534/2006. Anúncio n.º 1420/2008

Fonte: http://wwwa.uportu.pt/siaa/Mestrados/Educacao_Social1.pdf

"Pensão de reforma é insuficiente para a pessoa não ser pobre" Prof. Bruto Da Costa




Alfredo Bruto da Costa, 69 anos, é o presidente do Conselho Económico e Social, um órgão consultivo que - admite - pouca gente conhece ou sabe para que serve, mesmo entre membros do Governo. Ao peso relativo do órgão a que preside acrescenta o facto de ser um dos mais reconhecidos estudiosos do fenómeno da pobreza em Portugal, tema da sua tese de doutoramento.


JN/Antena 1 |Como é que um engenheiro civil se transforma num dos maiores especialistas nacionais no fenómeno da pobreza?



Alfredo Bruto da Costa | Boa pergunta... Terminei o curso e tive a sorte de no último ano do curso do Técnico precisar de trabalhar. Tive um emprego de estudante num departamento central de planeamento económico que era dirigido tecnicamente pelo dr. João Salgueiro. Dentro do planeamento económico, que foram cerca de vinte e tal anos, a minha área de preferência era a de estudar as condições de vida. Enquanto estava na Comissão Europeia ocorreu-me doutorar-me em pobreza. Na Universidade de Bath, no Reino Unido, conheci professores ingleses que sabiam disso muitíssimo mais do que eu.



Foi ministro da Coordenação Social e dos Assuntos Sociais de Maria de Lurdes Pintasilgo. Nesses cinco meses deu para fazer alguma coisa?

Deu para fazer uma coisa que foi marcante. Quando a Maria de Lurdes Pintasilgo era ministra dos Assuntos Sociais tomou uma medida totalmente inovadora para a Segurança Social Portuguesa que era criar um benefício não dependente de contribuições, a chamada pensão social. Uma pensão para pessoas pobres. O que eu fiz quando fui para o Governo foi pegar na pensão social e alarguei para um conjunto que chamamos de esquema mínimo de segurança social. Acrescentei o abono de família, mais uns tantos benefícios e em vez de ser um único benefício foi um pacote.



É há cinco anos presidente do CES. Não sente falta que este órgão tenha um poder mais efectivo?

Sinto falta, na medida em que sinto falta que as democracias representativas como a nossa não tenham ainda acrescentado um elemento participativo que compense as deficiências de um sistema meramente representativo. Desse ponto de vista, o ideal seria que o CES fosse um organismo mais reforçado em termos de representações, de competências e de aceitação ao nível da opinião pública. Quase ninguém sabe o que é o CES...



O CES serve para quê? Só para ser ouvido?

Exactamente. O CES é um órgão de participação e a participação está sempre condicionada ao peso e à importância que o órgão de decisão dê aos que dão os seus contributos pela via da participação.



Como olha para as propostas de alteração ao Código do Trabalho que foram apresentadas?

Como presidente do CES não devo pronunciar-me.



Critica os sindicatos por terem posições muito político-partidárias...

Sou um grande defensor do movimento sindical, mas ponho como condição de credibilidade estarem completamente desligados dos partidos.



Neste momento não estão?

Não estão, nem podem estar. Porque os dirigentes das duas confederações são membros de órgãos dirigentes de partidos. Não se limitam a ser militantes... Essa ligação enfraquece completamente a credibilidade. O movimento sindical é qualquer coisa que tem uma dignidade, uma importância na humanização das sociedades que não precisam de mais apoios para terem legitimidade e força.



Ouvimos há quase uma década que Portugal tem dois milhões de pobres. O senhor queixa-se que os dados que existem estão desfasados da realidade.

Se quisermos seguir mais de perto a situação da pobreza em Portugal temos que ter inquéritos que produzam resultados com uma demora muito inferior à actual. Os cálculos sobre a taxa de pobreza implicam tantas indeterminações que discutir se é 20,5 ou 19 é pura perda de tempo. O que interessam são as ordens de grandeza. E podemos dizer que nos últimos 20 anos Portugal tem andado à volta dos 20% com o taxa de pobreza.



Acha que há fome em Portugal?

Sempre houve fome. Porque a médias das pessoas que, se não fosse o Banco Alimentar, não teria uma alimentação adequada são cerca de 230 mil. Independentemente deste aumento de preços. Ou fome parcial ou fome qualitativa, existe.



Portugal tem os instrumentos essenciais para assegurar os mínimos?

Sim. Só que aqui põem-se outras questões. Uma delas é se as condições de acesso cobrem todas as pessoas que têm necessidade disso. E posso ter um mínimo que, por si próprio, é insuficiente. A pensão de reforma mínima é o mínimo, mas é insuficiente para a pessoa não ser pobre. Há um mínimo, mas é inferior ao limiar de pobreza. Não basta ter mínimos, temos que ter mínimos que permitam que a pessoa não seja pobre.



Fonte: joão girão in JN

Macedo-Urgência não fecha

O mapa final dos serviços de urgência de Portugal, publicado na semana passada, em Diário da República, mantém, ao contrário do previsto, a Urgência do Hospital de Macedo de Cavaleiros.
O anúncio do encerramento daquele serviço, em 2006, gerou ampla contestação naquele concelho. A Câmara e Assembleia Municipal pronunciaram-se desfavoravelmente e chegou a ser criada pela assembleia Municipal uma Comissão de Saúde que elaborou um relatório no qual apresentava os principais pontos de contestação da possível decisão de encerrar a urgência.
A Comissão de Saúde contestou ainda o encerramento do Serviço de Cirurgia naquele Hospital e reivindicava a criação de uma urgência médico-cirurgica.
Com este desfecho, José Madalena, presidente da referida Comissão, revela-se satisfeito, e considera que esta decisão dá resposta a um dos principais argumentos apresentados pela Comissão de Saúde.
“Naturalmente foi o epilogo de um processo. Tentámos convencer o Governo de que seria um enorme erro se a Urgência de Macedo encerrasse. Parece que o Governo ficou convencido com os nossos argumentos”, referiu o responsável.
Após um período de muita contestação e de elaboração de contra-propostas, em Setembro de 2006, a Assembleia Municipal aprovou um documento que defende a criação de uma urgência médico-cirúrgica, na unidade hospitalar daquele concelho.
A argumentação apresentada baseava-se sobretudo no facto de existirem localidades do concelho que ficavam a mais de meia hora de distância da urgência mais próxima, quando o Governo pretendia atingir metas de um máximo de 30 minutos de distância, pelo menos para 90,1 por cento da população.
Ana Preto
Mensageiro Noticias

Licenciados procuram emprego no shopping

o centro comercial Fórum Theatrum, em Bragança, cerca de 70 por cento dos funcionários das lojas são licenciados ou estão prestes a terminar um curso superior.
Quando saem dos corredores das universidades ou dos institutos politécnicos, os jovens encontram uma realidade completamente diferente daquela com que sonharam. “Gosto muito do que faço aqui, mas a verdade é que não era o meu sonho quando decidi ingressar no curso de Gestão no Instituto Politécnico de Bragança”, afirma Joana Domingues, que é vendedora numa loja do Fórum.
Joana Oliveira, licenciada há dois anos, é outro dos testemunhos que espelha a desilusão dos jovens com formação superior, que se vêem obrigados a trabalhar como vendedores, caixeiros ou empregados de balcão. “Quando escolhi o curso de Educação Física nunca imaginei que iria trabalhar como vendedora”, desabafa.
Com o canudo na mão, procurar trabalho noutra área é uma opção para fazer face às despesas sem ter que continuar a pedir dinheiro aos pais.
“Assim sempre consigo ganhar algum dinheiro para suportar as minhas despesas. É melhor do que estar em casa”, confessa Carina Gomes, licenciada em Serviço Social, que desempenha funções como caixeira ajudante numa loja de pronto-a-vestir do shopping de Bragança.
Nos dias que correm, o certo é que ter uma licenciatura ou um mestrado até pode dificultar a vida a quem procura uma alternativa ao desemprego. “ Terminei a licenciatura em Engenharia Química há um ano, fiz dois anos de mestrado, mas acabei por desistir. Além de não me garantir emprego, ainda poderia ser mais complicado arranjar trabalho”, lamenta Teresa Bragança, que também abraçou a profissão de vendedora numa loja do Fórum Theatrum.

Licenciados engrossam as listas dos Centros de Emprego e Formação Profissional

Sabina Almeida trabalha como chefe de loja e também ainda não teve oportunidade de pôr em prática aquilo que aprendeu no curso de Gestão de Empresas. “Há alturas em que uma pessoa se sente mais em baixo, mas a esperança é a última a morrer”, desabafa. As remunerações também ficam abaixo das expectativas, mas, mesmo assim, há quem se considere com sorte. “É frustrante tirar um curso e fazer uma coisa completamente diferente, mas também é verdade que há pessoas que estão muito pior do que nós, porque nem numa loja conseguiram arranjar trabalho”, salienta Carina Gomes.
As histórias repetem-se, enquanto aumenta o número de licenciados disponíveis para efectuar tarefas para as quais só é pedido o 12º ano. “Todos os dias me aparecem licenciados à procura de um lugar como vendedores. Tenho aqui currículos de pessoas que têm mais do que uma licenciatura”, revela Ana Varge, responsável de uma loja do Fórum Theatrum.
Segundo uma responsável de um pronto-a-vestir naquele espaço comercial, só “na última entrevista eram 12 candidatos para um lugar e eram todos licenciados”.
De acordo dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional 11.552 pessoas com formação superior encontravam-se sem ocupação no final do ano passado. O Norte é a região que regista um maior número de desempregados, com 4.418 licenciados à procura de emprego.
Teresa Batista
Jornal Nordeste

Obras do CAT de Bragança à espera de dono

Depois do processo se ter arrastado mais de dois anos, há cerca de cinco meses e meio que a autarquia comprou à Direcção-Geral do Tesouro e Finanças o terreno necessário para a contrução do Centro de Saúde. O contrato de compra e venda serviu para que o município começa-se a construção do equipamento, sendo o dono da obra. Chegou a lançar um concurso para a construção do CAT, agora denominado por CRI – Centro de Resposta Integrada, mas o acto foi anulado porque o Instituto da Droga e Toxicodependência alega que para a edificação dessa unidade têm de ser os donos da obra e, como tal, a autarquia tem de passar a parcela necessária para o nome daquele organismo do Estado. Isso ainda não foi feito. O presidente da câmara de Bragança justifica que isso se deve ao facto da Direcção-Geral do Tesouro e Finanças, “apesar de pressionada, ainda não ter feito a escritura definitiva dessa cedência”. Jorge Nunes entende que mal a escritura esteja feita, no dia seguinte passam a parcela necessária à construção do CRI, para o nome do Instiututo da Droga e Tocxicodependência, não pode é garantir quando isso sucederá. Fonte do IDT revela preocupação pelo facto da verba em PIDDAC, cerca de um milhão de euros poder ser perdida, caso a obra não avance em breve. Jorge Nunes lembra no entanto que o dinheiro também já esteve em PIDDAC no ano passado.
Fonte:RBA

Bragança cada vez com menos partos

Nunca nasceu tão pouca gente no distrito de Bragança. Em 2007, realizaram-se quinhentos e oitenta partos na maternidade do Centro Hospitalar do Nordeste. Menos trinta e seis do que em 2006. Nesse ano a região viu nascer seiscentos e dezasseis bebés . Os números foram confirmados à RBA por fonte hospitalar e desmentem a informação avançada na semana passada pelo responsáveis locais do Partido Comunista que garantiram terem nascido cerca de 400 crianças no distrito, em 2007.

Ainda assim, o número de partos em Bragança é preocupante. Em dois anos, de 2005 para 2007, nasceram menos tresentos e setenta crianças. Há dois anos, o último ano em que funcionou a maternidade de Mirandela, realizaram-se novecentos e cinquenta partos. Quinhentos e dez ocorreram precisamente na cidade do Tua e quatrocentos e quarenta em Bragança. Curiosamente, em 2007, no Centro Hospitalar de Vila Real nasceram duas mil cento e quarenta e sete crianças. Realizaram-se tresentos e noventa e sete partos em Chaves e mil setecentos e cinquenta em Vila Real. Desses, duzentos e quarenta e seis envolveram grávidas do distrito de Bragança. Duzentos e vinte sete nasceram em Vila Real e dezanove em Chaves.
Fonte: RBA

Caretos na UNESCO

O processo deve ficar pronto em Setembro. Os caretos e mascarados do Nordeste Transmontano vão fazer parte de uma nova candidatura a património imaterial da humanidade. Fazem parte desse projecto objectos e tradições dos caretos e mascarados do Noroeste Penínsular. A candidatura galaico-portuguesa já tinha sido apresentrada em 2005, mas a UNESCO exigiu uma reformulação, por ser demasiado abrangente.

Mesmo assim, este projecto, tinha alguns factores inéditos, como o facto de envolver a participação de cerca de 80 escolas do Norte de Portugal e da Galiza. Na nova candidatura estão a ser tratadas as especificidades de cada um dos elementos territoriais. Álvaro Campelo, coordenador da área cientifica da candidatura adianta ainda que está confiante que desta vez a UNESCO vai viabilizar a candidatura, acrescentando que esse reconhecimento proporcionará o aumento do orgulho das populações nas suas tradições das mascarados, que se realizam na região, e por outro lado vai responsabilizar as entidades públicas na preservação e promoção desta riqueza antropológica e histórica. Álvaro Campelo refere ainda que está a ser pensada a criação de numa fundação capaz de gerir gerir e promover o património candidatado. O assunto foi abordado este domingo, em Podence, no concelho de Macedo de Cavaleiros, nas festas ligadas aos Caretos e ao Entrudo.
Fonte: RBA

Bar da Igreja fechou

Já está fechado o bar que abriu no rés-do-chão de uma igreja de Bragança. O estabelecimento apenas funcionou pouco mais de uma semana, fechando as portas depois da polémica que suscitou. O espaço abriu ao público dia 22 de Janeiro. Ninguém quer explicar a razão deste encerramento.

À porta do estabelecimento, situado na Igreja dos Santos Mártires, pode ler-se uma aviso a explicar que o Bar Academia vai ser reaberto noutro local, “para não ferir a sensibilidade de algumas pessoas”. O bar surgiu associado ao projecto de uma academia de artes para jovens e tinha como público-alvo os alunos do IPB, já que se encontra nas proximidades do Instituto Politécnico de Bragança. No entanto, a maioria dos paroquianos e dos moradores do bairro do Formarigos, onde a igreja se encontra, na altura, não gostaram muito da de ver um bar no rés-do-chão de um local de culto.
Fonte: RBA

POEFDS

Promoção Do Desenvolvimento Social-Eixo 5

Este Eixo engloba um conjunto de medidas consignadas na directriz 9 do Plano Nacional de Emprego e desenhadas em função das necessidades especiais de determinados grupos com particulares dificuldades no acesso ao mercado de trabalho, como sejam as pessoas com deficiência, os desempregados de longa duração, as minorias étnicas, os toxicodependentes e outros grupos cuja integração social se encontra fragilizada, em resultado de situações de pobreza, discriminação ou marginalidade social .

Com vista a fomentar a integração social e profissional destes grupos, pretende-se, por um lado, dinamizar intervenções a montante do emprego, nomeadamente, iniciativas integradas de desenvolvimento social de base local, em espaços particularmente deprimidos e deficitários do ponto de vista do dinamismo social, na perspectiva da promoção da cidadania através do desenvolvimento comunitário. Por outro lado, visa-se o apoio a intervenções directamente relacionadas com a promoção da empregabilidade e do acesso ao trabalho dos grupos em causa de entre as quais se destacam a formação especial, os apoios ao emprego para cidadãos com défices permanentes de empregabilidade (p.ex. incentivos ao emprego de pessoas com deficiência) e instrumentos específicos de suporte a processos inserção social e profissional plenos e tendencialmente prolongados (p.ex. Empresas de Inserção).
No âmbito deste Eixo está igualmente previsto o apoio à instalação de equipamentos sociais e serviços, enquanto instrumentos de suporte essenciais à concretização de alguns dos domínio de actuação. A instalação destes equipamentos e serviços, possuindo um potencial de criação de emprego ao nível local, constitui-se, igualmente,
como condição facilitadora da conciliação da vida profissional e familiar das pessoas que aos mesmos tiverem acesso.
Para a prossecução destes objectivos, o Eixo organiza-se através de um conjunto de seis medidas, cada uma das quais englobando um conjunto integrado de acções específicas. Estas, isoladamente ou entre si, permitem organizar um poderoso instrumento de intervenção social, que se constitui como uma oportunidade estratégica no âmbito da formação e qualificação profissional de grupos socialmente mais fragilizados.

VIH/SIDA Programa de Financiamento à Sociedade Civil

O Regulamento ADIS foi publicado a 13 de Dezembro, com entrada em vigor no dia seguinte ao da sua publicação. O Artigo 2º define um período de candidaturas para projectos ou acções a iniciar durante o ano de 2008, no prazo de 30 dias a contar da data de entrada em vigor.

Tendo em conta o exposto, o período de candidatura teria início a 14 de Dezembro e término a 14 de Janeiro (em virtude do último dia ser sábado).

Contudo, nos termos do Artigo 9º do Decreto-Lei 186/2006 de 12 de Setembro que estabelece o regime de atribuição de apoios financeiros pelo Estado através dos serviços do Ministério da Saúde a pessoas colectivas privadas sem fins lucrativos “ O montante financeiro disponível para cada programa de apoio é anualmente fixado por área de intervenção e âmbito territorial, nacional ou regional, por despacho conjunto do ministro responsável pela área das finanças e do ministro responsável pela área da saúde…”

Assim, a Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida propôs o montante a investir em 2008, estando a aguardar o despacho conjunto dos Ministros das Finanças e da Saúde.

ASAE multa Hospital

A Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE) instaurou um processo de contra-ordenação à Unidade Hospitalar de Bragança, após ter detectado irregularidades no funcionamento da cozinha.

O espaço vai, agora, entrar em obras ao nível da substituição do pavimento, pintura, instalação de redes mosquiteiras nas janelas e colocação de protecções nas lâmpadas.
O trabalho mais delicado será a substituição do chão, que poderá obrigar ao encerramento temporário da cozinha. O Centro Hospitalar do Nordeste (CHNE), contudo, afirma que ainda não se sabe se o espaço vai fechar durante os trabalhos, adiantando, apenas, que serão avaliadas todas as possibilidades para garantir a alimentação aos utentes.
Fonte do CHNE revelou ao Jornal NORDESTE que os trabalhos são pouco significativos e deverão arrancar em breve, visto que o processo de avaliação das obras e de pedido de orçamentos já se encontra na fase final. A instituição garante, ainda, que os melhoramentos deverão decorrer o mais rápido possível e com os menores constrangimentos.
Durante a inspecção, levada a cabo numa acção a nível nacional, a ASAE considerou que a cozinha do hospital de Bragança tem condições para continuar a funcionar, mas exigiu a correcção das anomalias.
A par da exigência das obras de melhoramento do espaço, a ASAE também aplicou uma multa ao CHNE devido às inconformidades detectadas durante a fiscalização.

Por: Teresa Batista
Jornal Nordeste

Associação de Socorros vira página

A Associação dos Socorros Mútuos dos Artistas de Bragança (ASMAB) já pode oferecer melhores condições a sócios e utentes, fruto das obras de requalificação que dão uma nova vida à sede da instituição.

O presidente da direcção da ASMAB, Alcídio Castanheira, afirma que uma das prioridades foi a construção de acessos para pessoas portadoras de deficiência, visto que o espaço anterior não dispunha de rampas nem de elevadores.
Inicialmente foi pensada a construção de um edifício de raiz, mas a inviabilidade do projecto no âmbito do programa PARES e os problemas inerentes à instalação da associação durante as obras levaram a direcção a apostar numa reestruturação faseada.
A par das alterações no refeitório social e na cozinha, que passaram para o rés-do-chão, a sede da ASMAB também foi requalificada do ponto de vista estético, tendo sido enquadrada na traça da Praça Camões.
“Neste momento, estamos a terminar as acessibilidades, desde as rampas aos elevadores e às casas de banhos para pessoas portadoras de deficiência. Os trabalhos deverão ser inaugurados ainda durante este mês”, afirmou Alcídio Castanheira.
Trata-se de um investimento na ordem dos 350 mil euros, comparticipado em 20 mil euros pela Segurança Social, através do programa Fundo Socorro Social, e apoiado pela Câmara Municipal de Bragança. O restante foi suportado pela própria instituição.

Associação pretende implementar a valência de Apoio Domiciliário para apoiar sócios e utentes

Para já, a ASMAB disponibiliza as valências de Centro de Dia (20 utentes), Centro de Convívio (70 utentes), Creche Familiar (48 crianças) e Refeitório Social, que serve, diariamente, cerca de 300 refeições a utentes e associados.
O serviço de Creche Familiar disponibiliza 12 amas, que estão distribuídas, estrategicamente, pela cidade e têm formação constante no que toca ao apoio pedagógico às crianças. Durante o ano lectivo são, ainda, realizadas diversas actividades com os mais pequenos, destacando-se a Festa de Natal, marcada para o próximo dia 12.
No futuro, Alcídio Castanheira revela que pretende alargar os acordos com a Segurança Social e implementar a valência de Apoio domiciliário. “Já há pessoas que vêm cá buscar a comida. Por isso, o que nós pretendemos é levar a alimentação e a medicação a casa das pessoas, bem como lavar-lhes a roupa e fazer a higiene nas habitações”, realça o responsável, acrescentando que, a curto prazo, a associação vai montar uma lavandaria.
Com 320 sócios, a instituição preserva os princípios que estão na origem da sua criação. “O nosso trabalho é virado para os associados, nomeadamente ao nível do refeitório e medicamentos. Além disso, também prestamos apoio social, através de acordos com a Segurança Social”, frisou o responsável.
Criada pelos artistas da cidade, a ASMAB rapidamente se diluiu na sociedade bragançana, tendo por base o espírito de entreajuda entre cidadãos. (ver coluna)

Por: Teresa Batista
Jornal Nordeste

GABINETE DE APOIO À FAMÍLIA

Serviço vai surgir brevemente em Bragança por iniciativa da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens. Comissão acompanha actualmente cerca de 130 casos no concelho de Bragança.
Os problemas das crianças e jovens dizem respeito a todos e a comunidade deve estar especialmente atenta a possíveis situações de risco, “sinalizando os potenciais casos e avisando as instituições que trabalham especialmente nesta área”, diz Beatriz Calado, presidente da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Bragança. Uma comissão que foi criada há 7 anos e que tem como principal missão, “promover os direitos da criança e do jovem e prevenir ou pôr termo a situações susceptíveis de afectar a sua segurança, saúde, formação, educação ou desenvolvimento integral”. A comissão está dividida actualmente em três grupos de trabalho, “o primeiro dedicado a questões de abandono escolar, o segundo, a situações de maus tratos e o terceiro a focar atenções especiais na família”, revela a responsável. “Constituímos uma equipa multidisciplinar que assegura o acompanhamento de problemáticas diversificadas”, adianta. A CPCJ, acompanha actualmente cerca de 130 casos, “com alguma dificuldade, porque nenhum dos elementos está a tempo inteiro”, tornando-se já uma tarefa complicada assegurar essa atenção permanente todos os problemas que vão surgindo. “Temos no entanto esta missão para cumprir e com algum esforço e dedicação vamos conseguindo”, acrescenta realçando a componente de autêntico serviço de voluntariado dos elementos que compõe a comissão. “Por vezes não temos soluções”, restando apenas o caminho dos tribunais, “são os casos mais complicados e também os mais frustrantes para nós”, atenta.
“Muitas vezes quem precisava de acompanhamento eram os adultos e não as crianças”, sentencia Ana Maria Pires, técnica da CPCJ. “Daí a necessidade, a justificação e a importância do Gabinete de Apoio à Família que estamos a criar”, revela, justificando esta nova valência com a urgência de iniciar um trabalho de acompanhamento das famílias problemáticas, “de onde a qualquer momento podem surgir casos de crianças e jovens em risco”, alerta. Trata-se no fundo de um trabalho de prevenção, acima de tudo trabalhar valores na família que estão descurados e que não têm apenas a ver com carência económica, mas também com a transmissão de valores que nós achamos que isso está efectivamente a falhar”, completa.
O Gabinete, quando estiver a funcionar em pleno, vai trabalha várias áreas, dando apoio por exemplo a nível profissional, “contactamos o Centro de Emprego e as instituições parceiras da Comissão, muitas delas com empresas de inserção em funcionamento”, dando como exemplo, a representante das Instituições Particulares de Solidariedade Social, neste caso a Santa Casa da Misericórdia, “podem ajudar a encontrar possíveis soluções quer a nível profissional, quer a nível económico”, adianta. “Em última instância, para nós é sempre a institucionalização, tentamos que isso não se verifique”, garante a técnica, apontando mais uma vez para o trabalho que não faltará ao Gabinete de Apoio à Família, que deverá entrar “muito brevemente” em funcionamento.
Mas não se julgue que o risco existe apenas para as crianças e jovens de meios sociais mais desfavorecidos, “há de tudo e em todas os estratos”, garante Beatriz Calado. “É por isso que o envolvimento de todos nesta tarefa é essencial, tanto escolas, como autarcas, como instituições e comunidade e geral, todos devem ajuda a promover o bem-estar das crianças e jovens”, exclama.
A sinalização pode ser feita por qualquer pessoa ou entidade, de forma anónima ou não, verbalmente ou por escrito.
Contactos: Telf. 273 300 844/273 300 840
Vítor Pereira
A Voz do Nordeste

“JÁ DESTE MUITAS TAMPAS” VAI CONTINUAR

A associação de Desportos de Aventura, AZIMUTE, escolheu especialmente o Dia Mundial da Pessoa com Deficiência, para entregar material ortopédico resultante da campanha de recolhas de tampas de plástico para reciclagem. Uma forma de assinalar esta data com a oferta de quatro cadeiras de rodas, resultado directo da troca de 32 toneladas de tampas. O material foi entregue a três instituições da cidade e a um particular. O presidente da associação, João Cameira, lembra que no ano anterior foram entregues nove cadeiras e que o decréscimo da entrega de tampas se deveu a notícias divulgadas na comunicação social que deram a campanha como terminada pela falta de sucesso. Para provar que é uma ideia falsa, o responsável adiantou que vão ser feitos 10 contentores em acrílico especialmente concebidos para a recolha de tampas. Até ao final do ano, estes recipientes vão ser distribuídos por várias instituições e escolas da cidade para fomentar e facilitar a recolha do material plástico. O financiamento para a aquisição destes contentores resultou de um concurso apresentado pela AZIMUTE ao Instituto Português da Juventude (IPJ). João Cameira apela à cidadania das pessoas para a campanha “Já Deste Muitas Tampas”, e lembra que uma única cadeira de rodas pode fazer toda a diferença para pessoas necessitadas. O dirigente elogia o empenho demonstrado pelas escolas do concelho em todo este processo e conta com o apoio de todas as crianças para conseguir recolher cada vez mais tampas. Além das vantagens de acção solidária, a associação lembra também os benefícios da retirada das tampas de plástico do meio ambiente.
Eugénia Pires
A Voz do Nordeste
Parabéns...

“SÃO CRIANÇAS ENGAVETADAS NUMA SALA SEM CONDIÇÕES”

Três crianças com deficiências múltiplas frequentam diariamente a Unidade de Intervenção Especializada em Bragança onde, numa única sala, dormem, comem, fazem a higiene pessoal e têm as actividades curriculares. Não há divisórias, água, muito menos uma casa de banho adaptada para pessoas com deficiência. A falta de condições tem feito com que alguns pais se recusem a deixar ali os filhos.
No passado dia 3 assinalou-se o Dia Mundial da Pessoa com Deficiência. Contudo, crianças com deficiência física ou mental continuam a não receber a educação e cuidados especiais exigidos pela sua condição particular. A UIE - Unidade de Intervenção Especializada - (salas de Apoio Permanente da Multideficiência, Autistas, cegos, surdos, deficiência auditiva, deficiência mental e motora) da Escola do 1º Ciclo de São Sebastião, em Bragança, funciona numa única sala onde falta quase tudo. Alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE), que sofrem de deficiências múltiplas frequentam diariamente aquela escola, onde juntamente com professores e auxiliares de educação partilham, um espaço “com poucas condições físicas”, denuncia uma fonte ligado ao processo. A UIE tem cinco matrículas, mas a escola só é frequentada diariamente por três alunos, porque a alegada falta de condições físicas do espaço já fez com que os pais das outras duas crianças se recusassem a lá deixar os filhos. Na mesma sala, é feita a higiene pessoal, refeições e actividades curriculares dos alunos. A mesma fonte explica que as crianças dormem em sofás-camas, quando o ideal seriam camas articuladas. Mas entre outros aspectos, como a antiguidade da sala que mantêm a aparência e o mesmo piso de há cinquenta anos atrás, a inexistência de uma casa de banho adaptada a pessoas com deficiência é outra das maiores lacunas apontadas. Não há cortinas ou divisões que acautelem a privacidade das crianças quando é feita a higiene pessoal, além disso, não há água na sala apesar da existência de uma banca. Para esse fim, é necessário que as tarefeiras tenham que se deslocar a uma casa de banho “minúscula”, no corredor, onde não cabe um carrinho de rodas. O material didáctico utilizado por estes alunos para a aprendizagem curricular é o mesmo que foi utilizado pelas crianças de ensino regular que ali frequentaram o 1º Ciclo há vários anos atrás. Alice Suzano, do Sindicato dos Professores do Norte (SPN) tem algumas dificuldades em encontrar palavras para definir as condições da UIE. Diz mesmo que aquela sala “é uma vergonha”. A dirigente concorda com a existência das UIE “mas nunca nestas condições”. A responsável entende que primeiro deviam ter sido criadas as condições e só depois a sala de apoio. “Aquilo é o exemplo característico do ‘portuga-desenrasca’, que serve muito bem para Bragança, porque em comparação com outras salas no país qualquer semelhança é pura coincidência porque não há termo de comparação”, diz. Alice Suzano refere que por maior vontade e empenho que haja por parte das docentes e tarefeiras “as lacunas de equipamento são muito graves”. Em tom crítico, Alice Susano diz que na verdade aquelas crianças estão ali “engavetadas”. “Todos devíamos colaborar para denunciar estas situações mas toda a gente se cala por medo ou por vergonha de mostrar o que ali se passa”, sublinha.
A dirigente do SPN denuncia igualmente que os auxiliares de acção educativa têm sido substituídos por “tarefeiros” sem vínculo, pagos “miseravelmente”, em determinados períodos do dia, em que trabalham apenas duas a quatro horas, como no caso das duas mulheres que trabalham na UIE.(...)
Eugénia Pires
A Voz do Nordeste

Merece reflexão...

ABASTECIMENTO DE ÁGUA EM RISCO DE RUPTURA

A precipitação acumulada este ano é 54,5 por cento inferior à medida dos últimos 25 anos. Desde Agosto que praticamente não chove e às portas do Inverno, a cidade de Bragança corre o risco de ficar sem água.
A barragem de Serra Serrada, principal origem de abastecimento, está a 10 por cento da sua capacidade de armazenamento e os sistemas alternativos (Baceiro, Cova de Lua e estação elevatória do Sabor), estão em funcionamento desde o dia 3 de Novembro, em risco de esgotarem a sua capacidade em pouco tempo se, entretanto, não chover. Feitas as contas e atendendo a consumos médios diários de sete mil metros cúbicos de água, há garantias que as torneiras continuem a correr por menos de 50 dias. Em conferência de imprensa, o presidente da Câmara de Bragança, pediu mais uma vez “contenção nos gastos” aos consumidores, mas acredita que isso não bastará. “Temos de equacionar o transporte de água de outros locais, através de camiões cisterna”, afirmou explicando que durante a seca de 2005, especialistas em hidrogeologia do Instituto Nacional da Água (INAG), estudaram a possibilidade de fazer furos artesianos a montante da barragem de Serra Serrada e “verificaram que essa possibilidade não existe”, disse.
As campanhas de sensibilização têm dado resultados e isso prova-se analisando os consumos dos últimos três anos. O número de contractos aumentou 16 por cento, o que representa três mil novos contractos, ao mesmo tempo que a média do consumo baixou na mesma proporção, 16 por cento. Estes resultados devem-se também à gestão mais eficaz do município que conseguiu reduzir as perdas na rede de 42,2 por cento em 2001, para 26,4 por cento em 2007.
Jorge Nunes insiste que este problema em Bragança é cíclico e só será ultrapassado com a tão almejada barragem de Veiguinhas: “Que é uma solução estudada e reivindicada há duas décadas”. Esta albufeira faz parte do projecto inicial de aproveitamento hidroeléctrico do Alto Sabor, mas tem merecido sucessivos chumbos por parte do Instituto da Conservação da Natureza (ICN), por estar integrada na área do Parque natural de Montesinho. O primeiro chumbo aconteceu em 1998, o ICN deu parecer negativo à declaração de Impacto Ambiental e fez abortar o projecto. A autarquia não desistiu e submeteu os estudos a nova avaliação em 2005, merecendo uma nova reprovação.

Ana Fragoso
A Voz do Nordeste

Cabe a todos regular o consumo de água evitando o seu desperdicio

Caso " Gonçalo"

Foi aberta a instrução do processo relativo a uma queixa-crime contra a chefe do serviço de ginecologia e uma enfermeira da especialidade da unidade de saúde de Mirandela do Centro Hospitalar do Nordeste, apresentada pelos pais de uma criança que nasceu, em Fevereiro de 2003, com paralisia cerebral e uma incapacidade de 95%, acusando aquelas duas profissionais de saúde de negligência durante o trabalho de parto do seu filho. O caso tinha sido arquivado pelo Ministério Público, em Agosto deste ano, por chegar à conclusão que os indícios apurados não permitiam acusar ninguém.

Trata-se de uma espécie de reanálise do processo, mas desta vez feita por um juiz em vez de ser o Ministério Público. Este procedimento acontece cada vez que os queixosos não se conformam com o arquivamento dos processos, requerem a abertura da instrução, constituindo-se como assistentes do processo e pagando a respectiva taxa de justiça. Foi o que fizeram os pais do Gonçalo, a criança de quatro anos que necessita de assistência permanente, é alimentado através de uma sonda, tem periodicamente de ser aspirado devido aos problemas de insuficiência respiratória e desloca-se duas vezes por semana a Vila Real para trabalho de fisioterapia.

Na prática, o juiz de instrução criminal do tribunal judicial de Mirandela vai agora ouvir, no dia 31 de Outubro, os testemunhos de Pinto da Costa, que emitiu um parecer médico-legal a pedido dos pais da criança, e Paulo Moura, em representação do Instituto de Medicina Legal que também elaborou um parecer a pedido do Ministério Público na fase de inquérito. Finalizada a produção da prova, segue-se um debate instrutório com as partes envolvidas, sendo mais tarde proferida a decisão instrutória que pode resultar na pronúncia dos arguidos e consequente marcação de julgamento, ou então não pronunciar os arguidos e desta forma confirmar o arquivamento do processo já decidido pelo Ministério Público.

Recorde-se que, em Agosto, a Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) decidiu suspender, por noventa dias, a médica em causa por considerar que Olímpia Carmo actuou com “desleixo e incúria” no trabalho de parto, ao ter-se ausentado do hospital, quando estava em regime de presença física. No entanto, a obstetra recorreu desta decisão da IGAS, não sendo ainda conhecida a decisão, pelo que continua a exercer funções no Centro Hospitalar do Nordeste. O mesmo relatório decidiu arquivar o processo disciplinar instaurado à enfermeira especialista de saúde materna e infantil que assistiu o parto.

Fonte: CIR